A arte de Gregório surgiu como forma de descoberta do seu ambiente urbano, com a luz azulada característica das ruas do centro de São Paulo. Pintor nato, Gregório vivenciou o ambiente como uma estrutura de cores e tons, antes que de formas e volumes. Não o fez porém com uma tendência abstracionista, mas exprimindo integralmente a sua visão poética de adolescente em busca de seu caminho no mundo. Dai seu êxito em revelar a poesia do cotidiano, numa paisagem sem horizonte e sem céu. Um dos pontos mais altos da sua criação artística é a descoberta da autenticidade do corpo, contraposta à máscara do rosto, expressão dos condicionamentos sociais.

Texto de Mario Schenberg