Um fascinado pelas técnicas artísticas, discípulo
atento de mestres clássicos, seja do desenho, da gravura
em metal, pastel, aquarela, pintura, Gregório, apesar de
sua extrema juventude, se desloca rapidamente de uma técnica
para outra com inquietação constante, praticando mesmo
várias experimentações técnicas simultaneamente.
Essa necessidade compulsiva de trabalho, urgência vital de
expressão, ou única alternativa para uma busca de
equilíbrio pessoal, segundo depoimento do próprio
artista, é, talvez, o que mais o distingue dentro de sua
geração. Enquanto artistas jovens de hoje fazem incursões
pelo conceitual ou "arte postal", com esporádico
e leva conhecimento de técnicas tradicionais, Gregório
parte destas, e estas até o momento o fez saciado, num ritmo
de produção raramente constatado em sua geração:
hábil artesão-profissional, investigador permanente,
insatisfeito constante. Dai o seu interesse como artista em desenvolvimento,
em incessante reinicio.
Trecho de Aracy Amaral para "Destaque do mês" na
Pinacoteca